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Dando continuidade à dinâmica que tem caracterizado a actividade do clube, decorreu no passado fim-de-semana um estágio nas Penhas Douradas, que envolveu cerca de quarenta atletas, que ficaram instalados numa casa paroquial (antiga colónia de férias), devidamente equipada e superiormente localizada, que excedeu largamente as expectativas dos mais cépticos. Realizou-se simultaneamente uma acção de formação em Manteigas, ministrada por alguns elementos do GD4C, sob o patrocínio da Associação Manteigas Solidária, onde participaram três dezenas de formandos, a maioria ligada à área do ensino. Esta iniciativa, para além de promover a modalidade na zona, proporcionou importantes contactos, que podem perspectivar num futuro próximo, novas acções de uma dimensão bem mais abrangente. Em termos técnicos, o estágio foi organizado pela Maria Sá e António Marcolino, que contaram com a prestimosa e simpática colaboração de Biel Rafols, atleta espanhol internacional. Um dos objectivos da concentração, assentava no estreitar dos laços de amizade e o fortalecimento do espírito de um grupo, que prima pela sua heterogeneidade (idêntico número de elementos em ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 13 e os 54 anos), não descurando a vertente lúdica que lhe está associada. No entanto, a principal finalidade do estágio, baseava-se em aspectos de índole técnica, e para esse efeito foi colocado à disposição dos atletas um mapa novo, em plenas Penhas Douradas, que deve ser considerado como um privilégio, por aqueles que tiveram oportunidade de o percorrer. Dado que o programa de estágio constava de três treinos técnico-práticos (para além de uma sessão teórica versando o tema “sinalética”), quase todos os participantes poderam ficar a conhecer os espectaculares detalhes rochosos e os pormenores duma vegetação algo “enganadora”, que são a característica fundamental, da nova ferramenta de trabalho do clube. O magnífico cenário da Serra da Estrela forneceu com certeza uma motivação acrescida, para os atletas levarem de vencida as dificuldades de percurso que lhes foram surgindo. Para muitos dos intervenientes, foi a primeira vez que participaram em treinos com alguma especificidade: competição de pares em estafetas, com novo triângulo de dois em dois pontos, traçados com janelas, pernadas obedecendo a corredores e sobretudo a progressão em terreno de elevada exigência técnica, aliado ao relevante facto de tudo se desenrolar a mais de 1.400 metros de altitude. Julgamos que estas novas experiências serão uma mais valia, na evolução da vida desportiva dos nossos jovens atletas. Um evento desta natureza envolve aspectos logísticos assinaláveis, que só com uma forte e empenhada colaboração de todos, num desdobrar constante de funções, permite obter resultados de sucesso. A “profissional” brigada que confeccionou, com excelente nota, mais de 120 refeições (o churrasco com batatas a “murro” de sábado foi uma bênção dos deuses) e a heróica e desgastante tarefa da equipa de colocação de pontos, são exemplos que nos deixam amplamente satisfeitos e com vontade de logo que seja possível, repetir um plano semelhante. 

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