{"id":1615,"date":"2020-07-08T11:57:12","date_gmt":"2020-07-08T10:57:12","guid":{"rendered":"https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/?page_id=1615"},"modified":"2022-09-17T05:07:08","modified_gmt":"2022-09-17T04:07:08","slug":"marvao","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/marvao\/","title":{"rendered":"Marv\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"http:\/\/www.cm-marvao.pt\/pt\/historia-e-patrimonio\/historia\/a-historia\">HIST\u00d3RIA<\/a><\/h3>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"666\" src=\"https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/marvao-1000x666.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1675\" srcset=\"https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/marvao-1000x666.jpg 1000w, https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/marvao-250x167.jpg 250w, https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/marvao-768x512.jpg 768w, https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/marvao-120x80.jpg 120w, https:\/\/gd4caminhos.com\/naom\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/marvao.jpg 1400w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos rochedos de Marv\u00e3o para ref\u00fagio de povoa\u00e7\u00f5es assoladas por povos invasores, como atalaia ou como ponto estrat\u00e9gico em termos estritamente militares, datar\u00e1, pelo menos, do per\u00edodo romano. Podemos referir os seguintes factos hist\u00f3ricos cabalmente documentados:<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Per\u00edodo Romano e Alta Idade M\u00e9dia<\/strong><br>Se no s\u00e9c. X, o que \u00e9 hoje Marv\u00e3o, era identificado pelo historiador cordov\u00eas Isa Ibn \u00c1hmad ar-R\u00e1zi, por Fortaleza de Amaia e por Fortaleza de Amaia-o-Monte, entre outras designa\u00e7\u00f5es, tal facto levanta a hip\u00f3tese de que existiria fortifica\u00e7\u00e3o no topo do monte que teria servido a cidade de Ammaia, fundada no s\u00e9c. I, durante a sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Per\u00edodo \u00c1rabe &#8211; s\u00e9c. IX<\/strong><br>No s\u00e9c. X, Marv\u00e3o era identificada, pelo historiador cordov\u00eas acima referido e para al\u00e9m das designa\u00e7\u00f5es j\u00e1 aludidas, por Monte de Amaia e por Amaia de Ibn Maru\u00e1n. Ibn Maru\u00e1n, de seu nome completo &#8216;Abd ar-Rah.ma:n Ibn Marwa:n Ibn Yu:nus al-Jill\u00ed:qi (Ab-derram\u00e3o filho de Marv\u00e3o filho de I\u00fanece &#8211; i. e. Johannes-Jo\u00e3o &#8211; o Galego), era um muladi de nobre estirpe emeritense que se celebrizou no \u00faltimo quartel do s\u00e9c. IX como rebelde e caudilho de guerra contra o Emirato<br>de C\u00f3rdova. A Fortaleza de Ammaia servia ent\u00e3o como ref\u00fagio estrat\u00e9gico ao (re)fundador de Badajoz quando, nesta capital, se sentia amea\u00e7ado. Assim aconteceu no ano de 884 perante a aproxima\u00e7\u00e3o das tropas do Emir Muh\u00e2mmad, amea\u00e7ando destruir a cidade e fugir para o seu Monte: Marv\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Per\u00edodo da Reconquista &#8211; 1160\/1166<\/strong><br>Na sua campanha de 1160\/1166, o primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, ter\u00e1 conquistado Marv\u00e3o, embora n\u00e3o se saiba se definitivamente, tendo em conta a contra-ofensiva de Almansor, entre 1190\/1191, at\u00e9 \u00e0 linha do Tejo.<br>Foral de 1226<br>Em 1226, D. Sancho II atribui a Marv\u00e3o o seu primeiro foral, um dos primeiros forais r\u00e9gios no Alentejo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D. Dinis apodera-se de Marv\u00e3o<\/strong><br>A import\u00e2ncia estrat\u00e9gica de Marv\u00e3o &#8211; e de outros Castelos da raia &#8211; levam D. Dinis a disputa-lo a seu irm\u00e3o D. Afonso, no ano de 1299, apoderando-se da fortifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crise de 1383-1385<\/strong><br>Tomada do Castelo por for\u00e7as partid\u00e1-rias do Mestre de Avis sendo alcaide Fr. Pedro \u00c1lvaro Pereira, Prior do Crato, Fronteiro-mor do Alentejo e alcaide de Portalegre, ap\u00f3s renhido combate que durou meio dia.<br>Guerra da Restaura\u00e7\u00e3o, 1641-1668<br>A partir da restaura\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia, a velha fortifica\u00e7\u00e3o medieval \u00e9 reabilitada face \u00e0s novas tecnologias de guerra, ficando abaluartada nas zonas sens\u00edveis e transformando-se o Castelo na sua cidadela. No decorrer da guerra desempenha um importante papel na defesa do Alto Alentejo. Registaram-se dois ataques importantes \u00e0 fortaleza: em 1641 e em 1648, este \u00faltimo sob o comando do Marqu\u00eas de Laga\u00f1es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerra da Sucess\u00e3o de Espanha, 1704-1712<\/strong><br>Ap\u00f3s a queda de Castelo de Vide, a 24 de Junho de 1704, entregou-se a Pra\u00e7a de Marv\u00e3o, sem batalha. Mais tarde, tendo a popula\u00e7\u00e3o, o governador franc\u00eas dos paisanos mandou aprisionar a popula\u00e7\u00e3o, enforcar, para exemplo, alguns populares, e enviar outros sob pris\u00e3o para Castela, incluindo os frades do Convento de Nossa Senhora da Estrela. A Pra\u00e7a foi posteriormente tomada pelo ex\u00e9rcito portugu\u00eas comandado pelo Conde de S\u00e3o Jo\u00e3o. Frente ao Baluarte das Portas da Vila, distinguiu-se o ataque desferido pelo ter\u00e7o de infantaria portuguesa comandado pelo Conde de Coculim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerra dos Sete Anos, 1756-1762<\/strong><br>Em Novembro de 1762, Marv\u00e3o sofreu um ataque surpresa por parte do ex\u00e9rcito espanhol, durante as \u00faltimas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Testemunho da import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da Pra\u00e7a, 1796<\/strong><br>Tenente Coronel Engenheiro, Tom\u00e1s de Vila Nova e Sequeira: A posi\u00e7\u00e3o que tem na linha da Fronteira a faz importante para a sua defesa, porque de Val\u00eancia de Alc\u00e2ntara ou de Albuquerque para Portalegre, para o Crato, para Castelo de Vide e tamb\u00e9m para Ribatejo, n\u00e3o h\u00e1 outra estrada por onde se possa conduzir artilharia que a do Porto da Espada, que passa \u00e0 vista da Pra\u00e7a no s\u00edtio a que chamam o Prado, e por ela tamb\u00e9m \u00e9 que se pode levar artilharia contra a mesma Pra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerra das Laranjas, 1801<\/strong><br>A Pra\u00e7a de Marv\u00e3o sofre v\u00e1rios ataques, resistindo sempre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerras Peninsulares, 1807-1811<\/strong><br>No dia 25 de Junho de 1808, a Pra\u00e7a, governada pelos franceses, sofre um assalto vitorioso por parte de um corpo de volunt\u00e1rios valencianos (Val\u00eancia de Alc\u00e2ntara) chefiados por D. Mateus Monge. Os espanh\u00f3is foram instigados pelo destemido escriv\u00e3o do geral da vila (ou Ju\u00eds de Fora?) de Marv\u00e3o, Joaquim Ant\u00f3nio da Cruz, que se havia refugado em Espanha ap\u00f3s uma sua tentativa, malograda, de subleva\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o. O assalto foi comandado pelo Tenente-Coronel espanhol D. Vicente Perez e pelo Tenente-Coronel graduado de mil\u00edcias, D. Pedro de Magalh\u00e3es, filho do arquitecto portugu\u00eas Teodoro Magalh\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Guerras Liberais, 1832-1834<\/strong><br>Em Junho\/Julho de 1833, a Pra\u00e7a de Marv\u00e3o, comandada pelo miguelista Coronel Francisco da Silva Lobo, resiste \u00e0s intima\u00e7\u00f5es de rendi\u00e7\u00e3o feitas pela guerrilha constitucional, por sua vez comandada pelo antigo coronel do ex\u00e9rcito espanhol, D. Manuel Martini. Neste per\u00edodo, servia de ref\u00fagio, base de apoio log\u00edstico e ponto de partida para incurs\u00f5es em Espanha, aos carlistas que acompanhavam o infante espanhol, D. Carlos Maria Isidro (1788-1855). Decorria em Espanha a Primeira Guerra Carlista ou Guerra dos Sete Anos (1833-1839), sendo os carlistas comandados pelo brigadeiro D. Fernando Pe\u00f1arola. Em 12 de Dezembro de 1833, \u00e9 conquistada a Pra\u00e7a de Marv\u00e3o pelas tropas liberais, reunidas sob a designa\u00e7\u00e3o de Legi\u00e3o Patri\u00f3tica do Alentejo, com ajuda de tropas espanholas e com a cumplicidade de elementos do interior da fortaleza. De Dezembro de 1833 a 26 de Mar\u00e7o de 1834, Marv\u00e3o \u00e9 cercada pelas tropas miguelistas, sob o comando do Brigadeiro Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Doutel.<br>As tropas liberais, comandadas pelo General Ant\u00f3nio Pinto \u00c1lvares Pereira, eram abastecidas a partir do territ\u00f3rio espanhol. Foram socorridas, a 22 de Mar\u00e7o de 1834, por for\u00e7as vindas de Espanha, comandadas pelo Tenente-General Jos\u00e9 Joaquim de Abreu. O cerco levantado a 26 de Mar\u00e7o \u00e9 referido em documento militar de 1861, de forma muito elogiosa e nos seguintes termos: A esta Pra\u00e7a est\u00e1 ligado um facto hist\u00f3rico que muito a honra; foi o memor\u00e1vel s\u00edtio que ela sustentou por uns poucos de meses em 1834, tornando-se, por este feito d&#8217;armas, o baluarte da liberdade na Prov\u00edncia do Alentejo.<br><br>Guerra civil em consequ\u00eancia das rebeli\u00f5es da Maria da Fonte (1846) e da Patuleia (1847)<br>Entre 23 e 25 de Julho de 1847, a pra\u00e7a foi ocupada pelo General espanhol, Concha.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cm-marvao.pt\/pt\/historia-e-patrimonio\/historia\/as-origens\">AS ORIGENS<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cm-marvao.pt\/pt\/historia-e-patrimonio\/historia\/foral\">O FORAL<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.cm-marvao.pt\/pt\/historia-e-patrimonio\/monumentos\">OS MONUMENTOS<\/a><\/p>\n\n\n\n\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"HIST\u00d3RIA A utiliza\u00e7\u00e3o dos rochedos de Marv\u00e3o para ref\u00fagio de povoa\u00e7\u00f5es assoladas por povos invasores, como atalaia ou como ponto estrat\u00e9gico em termos estritamente militares, datar\u00e1, pelo menos, do per\u00edodo romano. Podemos referir os seguintes factos hist\u00f3ricos cabalmente documentados: Per\u00edodo Romano e Alta Idade M\u00e9diaSe no s\u00e9c. 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