{"id":637,"date":"2026-07-29T21:17:52","date_gmt":"2026-07-29T20:17:52","guid":{"rendered":"https:\/\/gd4caminhos.com\/w\/?page_id=637"},"modified":"2026-07-29T21:19:11","modified_gmt":"2026-07-29T20:19:11","slug":"clube-cartografia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/gd4caminhos.com\/w\/clube-cartografia\/","title":{"rendered":"Clube &#8211; Cartografia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-1 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373;margin-top:var(--wp--preset--spacing--50)\">Este trabalho, \u00e9 um resumo de um manual, e pretende disponibilizar informa\u00e7\u00e3o para os visitantes que procuram conhecimentos num \u00e2mbito mais abrangente, e fora do contexto Desportivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-2 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">O Grupo Desportivo 4 Caminhos pretendeu assim colmatar uma lacuna existente nesta \u00e1rea, e responder \u00e1s v\u00e1rias solicita\u00e7\u00f5es que constantemente nos eram colocadas pelos mais variados tipos\u00a0 de visitantes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>No\u00e7\u00f5es de Cartografia<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Vis\u00e3o Geral e Hist\u00f3ria<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-3 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A Cartografia pode ser definida como a Ci\u00eancia e arte de expressar&nbsp; graficamente, por mapas ou cartas, o nosso conhecimento da superf\u00edcie da Terra&nbsp; e dos seus v\u00e1rios aspectos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-4 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A palavra Cartografia foi criada por um Portugu\u00eas&nbsp; o 2\u00ba Visconde de Santar\u00e9m (1791-1856), Manuel&nbsp;Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Machado Leit\u00e3o e Carvalhosa, o qual a usou pela primeira vez numa carta escrita em Paris em 08 de Dezembro de 1839 e enviada ao historiador Portugu\u00eas Francisco Adolfo Varnhagen.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-5 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">No aspecto Ci\u00eancia podemos considerar as preocupa\u00e7\u00f5es humanas em tentar representar num plano a dificilmente concept\u00edvel superf\u00edcie da Terra, a que chamamos Ge\u00f3ide ; \u00e9 objecto da matem\u00e1tica conseguir arranjar rela\u00e7\u00f5es (formulas) que permitam essa representa\u00e7\u00e3o, permitindo ainda conceber um conjunto de quadr\u00edculas que v\u00e3o permitir ao homem indicar com facilidade a outro homem, o posicionamento de locais ou objectos, ou seja um sistema de referencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-6 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">No aspecto Arte podemos considerar a maneira art\u00edstica como sempre foi apresentado o desenho dos diversos aspectos da superf\u00edcie da Terra, da sua grava\u00e7\u00e3o, em suma , a constru\u00e7\u00e3o da carta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-7 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Uma carta ou um mapa , n\u00e3o constituem um fim em si mesmos , mas antes um meio para que o homem possa alcan\u00e7ar outro objectivo mais complexo, o estudo do seu meio ambiente para uma determinada finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-8 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A palavra Mapa, inicialmente com o significado de rela\u00e7\u00e3o ou lista, foi ligado \u00e0 geografia e portanto \u00e0 cartografia, porque todos os mapas antigos, sejam de Marco polo, de Mercator, sempre continham listas relacionando nomes de lugares, produ\u00e7\u00f5es, costumes, localiza\u00e7\u00f5es, etc. por exemplo ainda hoje se usa a palavra mapa, no sentido de rela\u00e7\u00e3o , nas frases \u201c mapa de&nbsp; Despesas\u201d, \u201c Mapa da For\u00e7a\u201d, etc.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-9 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A palavra Carta, segundo o Dr. Artur Bivar, \u00e9 um documento que fornece informa\u00e7\u00f5es o que define bem uma carta topogr\u00e1fica.<br>Historicamente encontram-se mapas e textos de lugares j\u00e1 na era de Homero, geralmente aceite&nbsp; como tendo vivido cerca do ano 900 a .c. . O mundo descrito por Homero na Il\u00edada e na Odisseia, onde se vislumbram descri\u00e7\u00f5es da&nbsp; geografia conhecida ao tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-10 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As viagens de Marco Polo, Vasco da Gama, Cristov\u00e3o Colombo , Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, forneceram in\u00fameros elementos para uma cartografia que, come\u00e7ada no sec. XV, perdurou por mais de 200 anos. Foi a cartografia de apoio \u00e0 navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-11 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Finalmente apareceu Gerhard Kramer conhecido pela alcunha latina de \u201cMERCATOR\u201d, que com os seus trabalhos deu origem \u00e0 moderna Cartografia. Formado na Universidade de Louvain, come\u00e7ou por tratar matematicamente todos os&nbsp; mapas que construiu, nomeadamente no que dizia respeito \u00e1&nbsp; rede de meridianos&nbsp; e paralelos que utilizou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-12 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">O primeiro mapa com o seu nome \u00e9 o mapa-mundi de 1538 em projec\u00e7\u00e3o equivalente. Em 1569 apareceu um novo mapa na posteriormente conhecida como projec\u00e7\u00e3o Mercator, que o tornou famoso definitivamente. Era a primeira projec\u00e7\u00e3o em que os meridianos eram linhas rectas e igualmente espa\u00e7adas e sucessivamente paralelos, formando \u00e2ngulos rectos com os paralelos, tamb\u00e9m estes linhas rectas. Foi sem d\u00favida o maior g\u00e9nio cart\u00f3grafo da sua gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-13 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Em Portugal e com os Descobrimentos a Cartografia e a navega\u00e7\u00e3o solidarizam-se, mas D. Henrique o \u201cNavegador\u201d, consegue fazer a separa\u00e7\u00e3o&nbsp; entre a \u201cCartografia antiga, manuscrita e m\u00edtica\u201d, e a cartografia moderna, cient\u00edfica , funcional e logo impressa. Os conhecimentos de Pedro Nunes, inventor do N\u00f3nio, Abra\u00e3o Zacuto, D.Jo\u00e3o de Castro, Duarte Pacheco Pereira, deram origem e facilitaram os trabalhos dos cart\u00f3grafos Portugueses.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistemas de proje\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Objectivo<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-14 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">H\u00e1 cerca de 500 anos, ficou estabelecido que a Terra \u00e9 essencialmente uma esfera, embora como j\u00e1 vimos, alguns intelectuais j\u00e1 h\u00e1 cerca de 2000 anos estivessem convencidos de isso . Mesmo os que estudavam a Terra como plana, consideravam o c\u00e9u como esf\u00e9rico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-15 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A \u00fanica forma de representar quase sem altera\u00e7\u00f5es a superf\u00edcie terrestre, embora com todos os defeitos e altera\u00e7\u00f5es pertinentes \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o coerente de um ge\u00f3ide numa esfera, \u00e9 sem d\u00favida a sua projec\u00e7\u00e3o numa esfera ou globo, como por exemplo os que s\u00e3o utilizados nos liceus para o ensino da geografia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-16 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Uma projec\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica \u00e9 um projecto para reproduzir todas ou parte de uma superf\u00edcie redonda numa folha plana. Somente esta representa\u00e7\u00e3o permite uma armazenagem f\u00e1cil e n\u00e3o dependem da escala a utilizar. Esta opera\u00e7\u00e3o \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil de conseguir dado que a superf\u00edcie terrestre n\u00e3o \u00e9 planific\u00e1vel. Dado que tal n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer sem deforma\u00e7\u00e3o, o cart\u00f3grafo deve escolher qual a caracter\u00edstica que deve aparecer correctamente, em preju\u00edzo das outras, ou contemporizar com todas elas n\u00e3o aparecendo nenhuma correcta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-17 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Os in\u00fameros sistemas existentes de representa\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica t\u00eam pois cada um as suas vantagens e inconvenientes, sendo o crit\u00e9rio de escolha de cada um, fun\u00e7\u00e3o dos seguintes par\u00e2metros:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-18\" style=\"color:#737373\">extens\u00e3o da regi\u00e3o a representar<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-19\" style=\"color:#737373\">configura\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o a representar<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-20\" style=\"color:#737373\">latitude m\u00e9dia da regi\u00e3o<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-21\" style=\"color:#737373\">fim a que a carta se destina, etc.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-22 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">e das seguintes caracter\u00edsticas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-23\" style=\"color:#737373\">\u00c1rea<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-24\" style=\"color:#737373\">Forma<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-25\" style=\"color:#737373\">Escala<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-26\" style=\"color:#737373\">Direc\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-27 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\"><strong>M\u00e9todo de Constru\u00e7\u00e3o:<\/strong>&nbsp;H\u00e1 3 tipos de superf\u00edcie nas quais a maior parte das projec\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas se apoiam (cil\u00edndrica, c\u00f3nica e plana).<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Caracter\u00edsticas Especiais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-28 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">H\u00e1 ainda mais uma maneira de sistematizar o estudo das projec\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas, aquela que as classifica consoante a posi\u00e7\u00e3o do ponto de projec\u00e7\u00e3o ou de perspectiva. Assim podemos considerar as projec\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-29\" style=\"color:#737373\"><strong>Gnom\u00f3nicas ou centrais<\/strong>: se o ponto de perspectiva estiver no centro da Terra. Usa-se nas projec\u00e7\u00f5es cil\u00edndricas e c\u00f3nicas.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-30\" style=\"color:#737373\"><strong>Estereogr\u00e1ficas:<\/strong>\u00a0se o ponto de perspectiva estiver nos antipodas do ponto de tang\u00eancia.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-31\" style=\"color:#737373\"><strong>Ortogr\u00e1ficas<\/strong>:\u00a0se o ponto de perspectiva estiver no infinito.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-32\" style=\"color:#737373\"><strong>Cenogr\u00e1ficas:\u00a0<\/strong>quando se escolhe uma posi\u00e7\u00e3o mais \u00fatil para o ponto de perspectiva, diferente dos atr\u00e1s indicados.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Tratamento Matem\u00e1tico<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-33 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A representa\u00e7\u00e3o de uma por\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie da terra ou de toda ela, numa superf\u00edcie plana consegue-se utilizando um ou mais sistemas de projec\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-34 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Tal transforma\u00e7\u00e3o ou projec\u00e7\u00e3o realiza-se em duas etapas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-35\" style=\"color:#737373\">transforma\u00e7\u00e3o dos elementos observados ou medidos para os reduzir \u00e0 superf\u00edcie de refer\u00eancia escolhida, normalmente um elipsoide de revolu\u00e7\u00e3o, problema que a geodesia resolve introduzindo certas correc\u00e7\u00f5es<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-36\" style=\"color:#737373\">representa\u00e7\u00e3o de elipsoide ou superf\u00edcie de refer\u00eancia sobre um plano, transforma\u00e7\u00e3o essa fun\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da cartografia, tentando represent\u00e1-la com as menores deforma\u00e7\u00f5es poss\u00edveis e sempre combinado com o fim que se deseja alcan\u00e7ar, condicionantes da escolha do sistema de projec\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem1.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00f5es cartogr\u00e1ficas mais significativas<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-37\" style=\"color:#737373\"><strong>Cil\u00edndricas<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>(Mercator\u00a0 Directa, Mercator transversa, Mercator obliqua, Miller,\u00a0 Equidistante)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-38\" style=\"color:#737373\"><strong>C\u00f3nicas<\/strong>\u00a0(Equivalente de Lambert,Conforme de Lambert, Conforme obliqua bipolar, Polic\u00f3nica)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-39\" style=\"color:#737373\"><strong>Azimutais<\/strong>\u00a0(Ortogr\u00e1fica, Estereogr\u00e1fica, Equivalente de Lambert, Equidistante)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-40\" style=\"color:#737373\"><strong>Convencionais<\/strong>\u00a0(Van der Grinter, Sinusoidal)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-41\" style=\"color:#737373\"><strong>Espaciais<\/strong>\u00a0(Mercator obliqua espacial, C\u00f3nica conforme Obl\u00edqua espacial)<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>An\u00e1lise sum\u00e1ria dos Diversos Sistemas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00f5es Cil\u00edndricas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-42 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c9 o sistema de projec\u00e7\u00e3o de mapas mais conhecido \u00e9 por certo o de Mercator, uma das projec\u00e7\u00f5es cil\u00edndricas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-43 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A projec\u00e7\u00e3o Cil\u00edndrica pode ser obtida, desdobrando parcialmente um cilindro que envolva o globo que representa a terra, tangente ao Equador e cujos meridianos s\u00e3o projectados desde o centro do globo. Se modificarmos a posi\u00e7\u00e3o do cilindro em rela\u00e7\u00e3o ao eixo da Terra, poderemos obter uma projec\u00e7\u00e3o obliqua ou uma transversa deixando os meridianos ou os paralelos de serem linhas rectas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">a)&nbsp;Projec\u00e7\u00e3o de Mercator:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-44 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c9 uma projec\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica e conforme. Os meridianos s\u00e3o linhas rectas igualmente espa\u00e7adas. Os paralelos s\u00e3o linhas rectas desigualmente espa\u00e7adas, mais juntas perto do equador e cortando os meridianos perpendicularmente. A escala \u00e9 verdadeira ao longo do equador ou de dois paralelos equidistantes ao equador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-45 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As linhas que marcam um determinado rumo, \u00e2ngulo entre a direc\u00e7\u00e3o Norte e a direc\u00e7\u00e3o de marcha, como os meridianos s\u00e3o paralelos uns aos outros, s\u00e3o linhas rectas. Essas linhas s\u00e3o chamadas Luxodr\u00f3micas e s\u00e3o muito importantes para a navega\u00e7\u00e3o mar\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-46 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c9 uma projec\u00e7\u00e3o n\u00e3o perspectiva; os polos est\u00e3o no infinito, apresentando uma grande deforma\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es polares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-47 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Foi apresentada por Mercator em 1569.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">b) Projec\u00e7\u00e3o Mercator Transversa<\/h3>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem2.jpg\" width=\"372\" height=\"300\"><\/h4>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-48 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Porque a projec\u00e7\u00e3o directa Mercator apresentava um grande erro (distor\u00e7\u00e3o) \u00e0 medida que se afastava do equador, o cartografo Johan Heinrich Lambert (1728- 1777) pensou rodar a posi\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie cil\u00edndrica de 90\u00ba a fazer coincidir a mesma com um determinado meridiano. Ao faz\u00ea-lo , diminuiu a \u00e1rea com deforma\u00e7\u00e3o, dado que a superf\u00edcie cil\u00edndrica se adapta quase perfeitamente ao elips\u00f3ide e numa pequena faixa de poucos graus de longitude, pode-se considerar satisfat\u00f3ria essa deforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-49 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Este sistema \u00e9 cil\u00edndrico e conforme; o meridiano central, cada meridiano afastado 90\u00ba do meridiano central e o equador, s\u00e3o linhas rectas. Os outros meridianos e paralelos s\u00e3o curvas complexas. A escala\u00e9 verdadeira no meridiano central ou ao longo de duas linhas rectas paralelas equidistantes e paralelas ao meridiano central; estas s\u00e3o aproximadamente rectas no elips\u00f3ide. A escala torna-se infinita, a 90\u00ba de dist\u00e2ncia do meridiano central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-50 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Deste sistema derivou o sistema de projec\u00e7\u00e3o Transversa Mercator Universal (UTM) , posto em execu\u00e7\u00e3o em 1947, unicamente para usos militares e aplicado a cartas em grande escala em todo o mundo, e que acoplado com a quadr\u00edcula militar (QUTM), permite obter directamente coordenadas rectangulares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-51 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">O sistema&nbsp; de projec\u00e7\u00e3o UTM \u00e9 um sistema Mercator Transversa elipsoidal, ao qual foram aplicados par\u00e2metros espec\u00edficos, com os meridianos centrais, funcionando como eixos de coordenadas rectangulares de cada fuso. Para tal a terra \u00e9 dividida , entre as latitudes de 84\u00ba N e 80\u00ba S, em 60 fusos , com uma largura gen\u00e9rica de 6\u00ba em longitude . Os fusos s\u00e3o numerados de 1 a 60 no sentido Leste, a partir do anti- meridiano de Greenwich (180\u00ba de Longitude). Existe ainda uma divis\u00e3o em zonas quadrangulares completando a divis\u00e3o j\u00e1 feita em longitude, com outra de 8\u00ba em latitude; estes quadrangulos s\u00e3o designados em cada fuso, por letras do alfabeto de C a X (excep\u00e7\u00e3o ao I e O) e de Sul para Norte. Assim&nbsp; Lisboa est\u00e1 no fuso 29 e na Zona S, cuja designa\u00e7\u00e3o abrange toda a zona do quadrangulo definido pelas latitudes 32\u00ba e 40\u00ba N e as longitudes 6\u00ba e 12\u00ba W . Cada um destes quadrangulos \u00e9 depois subdividido em quadrados de 100Km de lado definidos por duas letras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-52 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Desde as latitudes 84\u00ba N e 80\u00ba S, at\u00e9 aos respectivos p\u00f3los usa-se o sistema de projec\u00e7\u00e3o conhecido por Estereogr\u00e1fico Polar Universal, ou UPS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-53 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Cada ponto \u00e9 localizado geograficamente no sistema UTM pelas suas coordenadas X eY em metros, utilizando o meridiano m\u00e9dio como meridiano central do fuso, sendo a sua escala reduzida para 0,9996 da verdadeira escala.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-54 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As linhas com escala verdadeira s\u00e3o aproximadamente paralelas e a cerca de 180 Km para Leste e Oeste do meridiano central. Entre as linhas a escala \u00e9 menor a escala \u00e9 menor e para fora das linhas a escala \u00e9 maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-55 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">No hemisf\u00e9rio Norte, o ponto do equador que cruza com o meridiano central \u00e9 considerado a origem, tendo como X (E) o valor de 500 000 m e como Y (N) o valor de 0(zero). Para o hemisf\u00e9rio Sul, o mesmo ponto origem mant\u00e9m o X= 500 000 m mas o Y passa a ter o valor de 1000 000 m .Em&nbsp; qualquer dos casos os valores crescem para Este e para Norte. N\u00e3o h\u00e1 portanto coordenadas negativas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-56 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Este assunto ser\u00e1 abordado mais detalhadamente quando se falar dos sistemas de referencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">c)&nbsp;Projec\u00e7\u00e3o Mercator obliqua<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-57 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c9 uma generaliza\u00e7\u00e3o l\u00f3gica da Mercator Transversa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-58 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c9 um sistema de projec\u00e7\u00e3o obl\u00edquo e cil\u00edndrico. \u00c9 conforme. Tem como linhas rectas dois meridianos afastados de 180\u00ba. Os outros meridianos e paralelos s\u00e3o curvas complexas. Esta projec\u00e7\u00e3o foi usada para cartografar o Alaska , a Sui\u00e7a ,o Born\u00e9u e para mapas em Atlas de pa\u00edses cuja maior exten\u00e7\u00e3o era obl\u00edqua ao equador.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">d) Projec\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica de MILLER<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-59 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c9 uma modifica\u00e7\u00e3o da projec\u00e7\u00e3o directa criada para evitar a deforma\u00e7\u00e3o exagerada da mesma. Em 1885 Gall desenvolveu esta projec\u00e7\u00e3o. Em 1942 Miller apresentou-a . N\u00e3o \u00e9 conforme nem equivalente. \u00c9&nbsp; utilizada unicamente na forma esf\u00e9rica, e n\u00e3o na elipsoidal. \u00c9 muito utilizada em mapas \u2013mundi.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">e) Projec\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica equidistante<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-60 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Somente tem interesse hist\u00f3rico, pois \u00e9 o sistema mais antigo e tamb\u00e9m o mais f\u00e1cil de construir. Os meridians e paralelos s\u00e3o linhas rectas perpendiculares e equidistantes.<br>Atribui-se esta projec\u00e7\u00e3o a Erath\u00f3stenes (275- 195&nbsp; a . c.) embora Ptolomeu acreditasse a Marinus de Tiro. Tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por carta quadrada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00f5es C\u00f3nicas<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-61 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Estas projec\u00e7\u00f5es foram utilizadas inicialmente para completar os mapas-mundi, para zonas estreitas segundo um c\u00edrculo m\u00e1ximo, como o equador, um meridiano ou outro c\u00edrculo m\u00e1ximo obl\u00edquo. Depois forma usadas para cartografar pa\u00edses cuja dimens\u00e3o maior fosse a Leste-Oeste, que esta projec\u00e7\u00e3o beneficia. O seu nome deriva do facto de que a superf\u00edcie a desdobrar ser uma superf\u00edcie c\u00f3nica, assente no globo que representa a Terra, tendo ou n\u00e3o o v\u00e9rtice coincidente com o eixo da mesma. A sua utiliza\u00e7\u00e3o deve-se a Claudius Ptolomeu.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00f5es Azimutais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-62 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">S\u00e3o formadas num plano normalmente tangente \u00e2 Terra quer no equador, quer em qualquer outro ponto interm\u00e9dio. Umas s\u00e3o perspectivas outras n\u00e3o. A direc\u00e7\u00e3o, ou azimute, do centro de projec\u00e7\u00e3o para qualquer ponto no mapa, aparece correctamente representado por linhas rectas. Assim o caminho mais curto entre esse centro e qualquer outro ponto \u00e9 definido por uma linha recta, pelo que estes mapas utilizados para navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea e no planeamento de emiss\u00f5es electromagn\u00e9ticas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00f5es convencionais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-63 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Existem variados sistemas de projec\u00e7\u00e3o&nbsp; ,no entanto por terem alguma import\u00e2ncia&nbsp; foca-se os seguintes:&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">a) Projec\u00e7\u00e3o Vander Grinten<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-64 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">N\u00e3o \u00e9 conforme nem equivalente. Mostra todo o globo num c\u00edrculo, sendo o equador e o meridiano central rectos. Todos os outros c\u00edrculos m\u00e1ximos s\u00e3o arcos de c\u00edrculo .\u00c9 uma modifica\u00e7\u00e3o de Mercator.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">b) Projec\u00e7\u00e3o Sinusoidal<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-65 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Muito divulgada em atlas para mapas-mundi. \u00c9 pseudo-cil\u00edndrica e equivalente. \u00c9 usada desde meados do sec. XVI<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00f5es Cartogr\u00e1ficas Espaciais<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-66 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Relacionamento de sat\u00e9lite artificial cart\u00f3grafo descrevendo uma \u00f3rbita em volta da Terra.. As projec\u00e7\u00f5es s\u00e3o trabalhadas por computadores.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Projec\u00e7\u00e3o Mercator obl\u00edqua Espacial (M. O E)<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-67 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">O lan\u00e7amento pela NASA em 1972 de um sat\u00e9lite sensor, ERTS- 1 e mais tarde o LANDSAT \u2013 1 (1975) abriu uma nova era na cartografia. Os sat\u00e9lites enviam continuamente elementos que permitem cartografar a zona que sobrevoam, pelo que necessitam de um sistema de projec\u00e7\u00e3o pr\u00f3prio. \u00c9 uma projec\u00e7\u00e3o cil\u00edndrica modificada, com a superf\u00edcie cartogr\u00e1fica definida pela \u00f3rbita do sat\u00e9lite. \u00c9 desenhada especialmente para cartografar continuamente a partir das imagens do sat\u00e9lite. \u00c9 basicamente conforme. O tra\u00e7o curvo do sat\u00e9lite no terreno, \u00e9 representado curvo na carta. Todos os meridianos e paralelos s\u00e3o curvos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistemas de Refer\u00eancia\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color wp-elements-68 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Referenciar \u00e9 o acto ou a possibilidade de se designar a outrem, qualquer objecto ou&nbsp; posi\u00e7\u00e3o, relacionando-o com um sistema de refer\u00eancia usada por ambos os utentes.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">M\u00e9todo das Coordenadas polares :<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-69 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Consiste em localizar um ponto pela sua dist\u00e2ncia a um ponto fixo (p\u00f3lo) e pelo desvio angular em rela\u00e7\u00e3o a uma direc\u00e7\u00e3o origem. O primeiro pode ser definido pelas suas coordenadas ou, quando n\u00e3o for poss\u00edvel, pela&nbsp; rigorosa identifica\u00e7\u00e3o no documento cartogr\u00e1fico da correspondente esta\u00e7\u00e3o no terreno. Quanto ao segundo poder\u00e1 ser definido:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-70\" style=\"color:#737373\">Pelas coordenadas de dois dos seus\u00a0 pontos, (um dos quais normalmente o p\u00f3lo)<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-71\" style=\"color:#737373\">Pela sua orienta\u00e7\u00e3o: Esta pode ser feita relativamente ao Norte Cartogr\u00e1fico , Geogr\u00e1fico ou Magn\u00e9tico ou pela rigorosa marca\u00e7\u00e3o no documento dos dois pontos que o definem quer no terreno, quer no documento da entidade transmissora.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-72 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A referencia\u00e7\u00e3o de um ponto qualquer implica o conhecimento de:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-73\" style=\"color:#737373\"><strong>\u00c2ngulo Polar:\u00a0<\/strong>Com v\u00e9rtice no polo e origem no semi-eixo polar. \u00c9 sempre contado no sentido dos ponteiros do rel\u00f3gio e expresso em graus inteiros com 3 d\u00edgitos, utilizando-se o zero para \u00e2ngulos entre 0 e 99.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-74\" style=\"color:#737373\"><strong>Dist\u00e2ncia:\u00a0<\/strong>Contada desde o p\u00f3lo at\u00e9 ao ponto considerado. \u00c9 expressa em quil\u00f3metros e o seu valor indica por um n\u00famero cuja parte inteira compreende 1 ou 2 d\u00edgitos, seguida da parte d\u00e9cimal, sempre com dois d\u00edgitos. A indica\u00e7\u00e3o da dist\u00e2ncia faz-se imediatamente a seguir \u00e0 do \u00e2ngulo, sem qualquer ponto, tra\u00e7o ou v\u00edrgula de separa\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Sistemas\u00a0 de Referencia\u00e7\u00e3o por Quadr\u00edcula<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">a)&nbsp;Sistemas de coordenadas Rectangulares UTM:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-75 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">No sistema de representa\u00e7\u00e3o UTM a superf\u00edcie da terra entre os paralelos de latitude 84\u00ba N e 80\u00ba S, \u00e9 dividido em 60 fusos de 6\u00ba de amplitude em longitude, os quais s\u00e3o numerados de 1 a 60 a partir do anti- meridiano de Greenwich, no sentido crescente para Leste, e cada um desses&nbsp; fusos \u00e9 representado individualmente, no sistema de representa\u00e7\u00e3o Mercator Transversa, considerando como meridiano central da representa\u00e7\u00e3o, o meridiano m\u00e9dio de cada fuso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-76 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para isso define-se um sistema de eixos coordenados rectangulares para cada fuso, do seguinte modo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem3.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-77 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para isso define-se um sistema de eixos coordenados rectangulares para cada fuso, do seguinte modo.<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-78\" style=\"color:#737373\"><strong>Meridiano Origem<\/strong>&#8211;\u00a0constitu\u00eddo pelo meridiano central do fuso, ao qual se atribui, por conven\u00e7\u00e3o , uma dist\u00e2ncia fict\u00edcia \u00e0 meridiana de 500 000 m este, afim de evitar coordenadas negativas para os pontos a Oeste do meridiano central.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-79\" style=\"color:#737373\"><strong>Perpendicular Origem<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0constitu\u00eddo pelo Equador , ao qual se atribui por raz\u00f5es semelhantes, uma dist\u00e2ncia fict\u00edcia \u00e0 perpendicular de 0 metros Norte ou 10 000 000 metros, conforme se referir a zonas do hemisf\u00e9rio Norte ou sul, respectivamente.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-80\" style=\"color:#737373\">Estas conven\u00e7\u00f5es equivalem a adoptar as falsas origens e todos os pontos dum dado fuso situados a leste do seu meridiano central, ter\u00e3o uma dist\u00e2ncia \u00e0\u00a0 meridiana superior a 500 000 m.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-81\" style=\"color:#737373\">Analogamente, se uma zona est\u00e1 situada no hemisf\u00e9rio norte, a dist\u00e2ncia fict\u00edcia de qualquer dos seus pontos \u00e0 perpendicular, \u00e9 superior a 0 metros, enquanto que, se estiver no hemisf\u00e9rio sul, \u00e9 inferior a 10 000 000 metros.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem4.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">b)&nbsp;Coordenadas rectangulares UPS<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-82 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As \u00e1reas da Terra que n\u00e3o s\u00e3o abrangidas pela representa\u00e7\u00e3o UTM, isto \u00e9 , a calote Norte(latitude superior a 84\u00ba N) e a calote Sul (latitude superior a 80\u00ba S), s\u00e3o representadas cartogr\u00e1ficamente numa projec\u00e7\u00e3o azimutal estereogr\u00e1fica polar (sistema de representa\u00e7\u00e3o UPS).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-83 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para podermos referenciar um ponto, situado em qualquer das calotes, a partir das suas coordenadas rectangulares, define-se um sistema de eixos coordenados rectangulares para cada calote, de acordo com o seguinte:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Calote Norte<\/strong>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-84\" style=\"color:#737373\">A meridiana origem \u00e9 definida pelo meridiano 0\u00ba &#8211; 180\u00ba, ao qual se atribui, por conven\u00e7\u00e3o, uma dist\u00e2ncia fict\u00edcia \u00e0 meridiana de 2.000.000 m E ,afim de evitar coordenadas negativas para os pontos a Oeste desse meridiano.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-85\" style=\"color:#737373\">A perpendicular origem \u00e9 definida pelo meridiano 90\u00ba W \u2013 90\u00ba E, ao qual se atribui, tamb\u00e9m por raz\u00f5es semelhantes, uma dist\u00e2ncia fict\u00edcia \u00e0 perpendicular de 2.000.000 N.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem5.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-86 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Estas conven\u00e7\u00f5es equivalem a adoptar as falsas origens&nbsp; e todos os pontos situados nas calotes polares ter\u00e3o ambas as coordenadas positivas; se estiverem a leste do meridiano 0\u00ba &#8211; 180\u00ba , ter\u00e3o uma dist\u00e2ncia \u00e0 meridiana superior a 2.000.000 de metros e se estiverem a a Oeste inferior a 2.000.000 de metros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-87 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Analogamente os pontos com longitude superiores a 90\u00ba W e 90\u00ba E ter\u00e3o dist\u00e2ncias \u00e0 perpendicular inferiores a 2.000. 000 de metros.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">c)&nbsp;Quadr\u00edcula militar<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-88 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Nas cartas Militares, al\u00e9m da rede geogr\u00e1fica constitu\u00edda pelas curvas transformadas dos meridianos, costuma figurar uma quadr\u00edcula, quadrangular ou rectangular, constitu\u00edda por dois conjuntos de rectas paralelas ao sistema&nbsp; de eixos coordenados rectangulares dos diferentes pontos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-89 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Estas quadr\u00edculas apresentam as seguintes vantagens sobre as coordenadas geogr\u00e1ficas :<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Cada malha da quadr\u00edcula tem o mesmo tamanho e forma<\/li>\n\n\n\n<li>Utiliza medidas lineares em vez de medidas angulares.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-90 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As rectas que constituem o feixe paralelo \u00e0 meridiana origem, chamam-se meridianas cartogr\u00e1ficas , e as rectas paralelas \u00e0 perpendicular origem , chamam-se perpendiculares cartogr\u00e1ficas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-91 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Algumas cartas podem apresentar duas quadr\u00edculas, sendo uma principal, cuja malha est\u00e1 tra\u00e7ada e outra secund\u00e1ria, simplesmente apontada por meio duma gradua\u00e7\u00e3o marginal ao longo da moldura. Assim , algumas das folhas da carta Militar de Portugal (Continente) na escala 1\/25 000 editada at\u00e9 1965, t\u00eam como quadr\u00edcula principal a correspondente ao sistema de coordenadas militares portuguesas&nbsp; e como quadr\u00edcula secund\u00e1ria a correspondente ao sistema UTM.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-92 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A partir de 1965, devido a compromissos internacionais a que Portugal aderiu, a quadr\u00edcula principal de todas as cartas militares Portuguesas \u00e9 sempre a correspondente ao sistema UTM<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Direc\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia:<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-93 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Em cada ponto da superf\u00edcie Terrestre, h\u00e1 a considerar tr\u00eas direc\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia, isto \u00e9 tr\u00eas direc\u00e7\u00f5es Norte \u2013 Sul:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-94\" style=\"color:#737373\">Direc\u00e7\u00e3o N &#8211; S Geogr\u00e1fica (N.G.) \u2013 segundo a direc\u00e7\u00e3o do meridiano geogr\u00e1fico do lugar e que resulta da intersec\u00e7\u00e3o desse meridiano, com o plano do horizonte do lugar.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-95\" style=\"color:#737373\">Direc\u00e7\u00e3o N \u2013\u00a0S Cartogr\u00e1fico (N.C.) &#8211;\u00a0 segundo a direc\u00e7\u00e3o das meridianas da quadr\u00edcula e que \u00e9 paralela ao meridiano origem.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-96\" style=\"color:#737373\">Direc\u00e7\u00e3o N \u2013\u00a0S Magn\u00e9tica (N.M.) \u2013 definida pela b\u00fassola e que resulta da intersec\u00e7\u00e3o do meridiano magn\u00e9tico do lugar, com o plano do horizonte desse lugar (visto que os p\u00f3los magn\u00e9ticos n\u00e3o coincidem com os p\u00f3los terrestres<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/topografia\/Imagem6a.jpg\" alt=\"\" style=\"width:754px;height:auto\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quadr\u00edcula Militar UTM :<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-97 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A quadr\u00edcula militar UTM&nbsp; estabelece- se com base no sistema de eixos coordenados rectangulares UTM ;para o efeito, considera-se a partir do paralelo 80\u00ba S uma s\u00e9rie&nbsp; de paralelos intervalados de 8\u00ba (excepto o \u00faltimo, correspondente \u00e0 latitude de 84\u00ba N, cujo intervalo \u00e9 de 12\u00ba). Cada&nbsp; \u00e1rea&nbsp; entre dois paralelos consecutivos, constituem uma zona, cada uma delas identificada por uma letra, desde a C a X (com excep\u00e7\u00e3o de I e O por se prestarem a confus\u00e3o com os algarismos 1 e 0 ) a partir do Sul num total de 20. As letras A,B,Y e Z reservam-se para as calotes Polares, representadas no sistema UPS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-98 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Entre os paralelos 80\u00ba S e 84\u00ba N fica assim constitu\u00edda uma malha geogr\u00e1fica de meridianos e paralelos, definindo 60x 20= 1200 zonas, cada uma das quais&nbsp; medindo 6\u00ba em longitude , por 8\u00ba em latitude, (exceptua-se as linhas de zonas compreendida entre os paralelos 72\u00baN e 84\u00ba N que tem 6\u00ba x 12\u00ba).<br>A designa\u00e7\u00e3o de cada uma destas zonas , com uma destas zonas, com a \u00e1rea de 6\u00ba Este \u2013 Oeste por 8\u00ba ou 12\u00ba Norte \u2013 Sul, \u00e9 feito lendo (para a direita e para Cima), primeiro o fuso (ex: fuso 29 )&nbsp; e depois a zona (ex: T ) donde vem Zona 29T .<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem7.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-99 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">O sistema de referencia\u00e7\u00e3o que temos vindo a definir, completa- se agora atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o duma malha de quadrados, em que as linhas&nbsp; Norte \u2013 Sul s\u00e3o todas paralelas \u00e0 meridiana origem, isto \u00e9 , ao meridiano central do fuso, onde se situa a zona e cujas linhas Este \u2013 Oeste s\u00e3o perpendiculares \u00e0s primeiras. Esta malha de quadrados marca-se a partir do equador e do seu meridiano central e constitui a quadr\u00edcula militar de referencia\u00e7\u00e3o UTM, sendo o intervalo entre as linhas sucessivas, escolhido consoante a escala d carta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-100 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Al\u00e9m da malha quilom\u00e9trica ou decaquilom\u00e9trica, considera-se ainda uma malha de quadrados de 100.000 m de lado, quadrados estes que s\u00e3o identificados por meio de duas letras , que s\u00e3o atribu\u00eddas do modo a seguir indicado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-101 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Partindo do meridiano de 180\u00ba, e caminhando no sentido Leste ao Equador, numa amplitude de 18\u00ba, isto \u00e9 de 3 fusos, atribuem-se letras de A a Z (com excep\u00e7\u00e3o de I e O ), \u00e0s colunas de 100.000 m &nbsp;incluindo as colunas incompletas das margens de cada fuso). Este alfabeto repete-se de 18\u00ba em 18\u00ba. \u00c0s&nbsp; filas de quadrados de 100.000 m s\u00e3o atribu\u00eddas letras de A a V (com excep\u00e7\u00e3o de I e O ) de Sul Sul para Norte, havendo por isso , uma repeti\u00e7\u00e3o de letras de 2.000. 000 em 2.000.000 m . Para aumentar a dist\u00e2ncia entre quadrados com mesma designa\u00e7\u00e3o, adopta-se ainda o crit\u00e9rio de efectuar a marca\u00e7\u00e3o das filas dos fusos \u00edmpares , a partir do equador e a dos fusos pares 500.000 m a Sul do Equador, (a letra F identifica a primeira fila dos quadrados dos fusos pares a Norte do Equador)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-102 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Cada quadrado de 100.000 m ser\u00e1 portanto identificado por um n\u00famero , (dizendo respeito ao fuso em que ele se encontra ) e por tr\u00eas letras (dizendo respeito \u00e0 zona, coluna e fila em que se encontra)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-103 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Por exemplo:&nbsp;29 SND&nbsp;&nbsp; (fuso 29, Zona S , coluna N, Fila D) &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-104 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A posi\u00e7\u00e3o dos pontos no interior de cada quadrado, \u00e9 em seguida definida pelas dist\u00e2ncias \u00e0 meridiana e \u00e0 perpendicular de cada quadrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-105 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A identifica\u00e7\u00e3o de um ponto, no caso mais completo, faz-se portanto nesta quadr\u00edcula, por um grupo de letras e algarismos que indicam o Fuso ,a Zona, o Quadrado de 100Km de lado, pertencente \u00e0 zona em que se situa o ponto e as coordenadas rectangulares da quadr\u00edcula militar UTM \u2013 parte num\u00e9rica de referencia\u00e7\u00e3o \u2013 com a precis\u00e3o desejada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-106 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A designa\u00e7\u00e3o \u00e9 escrita por meio duma express\u00e3o cont\u00ednua, sem espa\u00e7os, par\u00eantesis, v\u00edrgulas ou pontos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-107 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">29 SND9243615672&nbsp;&nbsp; (fuso 29, Zona S , Quadrado ND, dist\u00e2ncia \u00e0 meridiana e perpendicular dentro do quadrado de 100km de lado com a precis\u00e3o de 1 metro)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-108 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">localiza\u00e7\u00e3o de Portugal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quadr\u00edcula militar UTM:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-109\" style=\"color:#737373\">Continente : zonas 29S e 29T \u2013 O meridiano Central do fuso 29 (longitude de 9\u00ba a W de Greenwich), passa a cerca de 11km a leste de Lisboa (\u00a0\u00a0 longitude de : 9\u00ba 07` 54&#8220;, 806 W de Greenwich), perto de Alhandra.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-110\" style=\"color:#737373\">A\u00e7ores:\u00a0\u00a0Flores e Corvo \u2013 Zona 25 S \u2013 Pico, Faial, S.Jorge, Graciosa, Terceira, S. Miguel e Santa Maria \u2013 Zona 26 S\u00a0Madeira : Madeira, Porto Santo, Desertas \u2013 Zona 28S \u2013 Selvagens \u2013 Zona 28R<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem8.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-111 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A partir de 1951, data da adop\u00e7\u00e3o do Datum Europeu para ponto origem de toda a cartografia europeia, come\u00e7ou a substituir-se a quadr\u00edcula das cartas portuguesas e em 1965 , a quadr\u00edcula Gauss das cartas 1\/25000 e 1\/ 250 000 passou a secund\u00e1ria, dando lugar \u00e0 quadr\u00edcula UTM , impressa a azul, que passa a principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-112 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Esta quadr\u00edcula adopta , para o fuso 29, como eixos rectangulares o Equador e o meridiano centra (de 9\u00ba de longitude W); a sua intersec\u00e7\u00e3o \u00e9 portanto a origem desses eixos.<br>Nas respectivas informa\u00e7\u00f5es marginais de cada carta, impressa com esta quadr\u00edcula, s\u00e3o dadas instru\u00e7\u00f5es sobre o modo de referenciar qualquer ponto neste sistema. Essa instru\u00e7\u00f5es s\u00e3o divididas em duas partes. \u00c0 esquerda \u00e9&nbsp; dada a identifica\u00e7\u00e3o da zona da quadr\u00edcula (no nosso caso 29 T) e do quadrado de 100.000 m . quando a carta ocupa mais de um quadrado de 100.000 m, s\u00e3o representados no esquema as linhas da quadr\u00edcula que separam os quadrados, (no nosso caso H e J) e os valores que essas linhas tomam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem9.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-113 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c0 direita das instru\u00e7\u00f5es junto da quadr\u00edcula a azul, verifica-se que com excep\u00e7\u00e3o dos valores da primeira linha da quadr\u00edcula, em cada direc\u00e7\u00e3o a partir do canto SW da folha, nas cartas com a quadr\u00edcula de 1.000 m, os \u00faltimos tr\u00eas algarismos (000) s\u00e3o omitidos; os dois algarismos respeitantes \u00e0s dezenas e milhares de metros s\u00e3o impressos em tipo maior e chamam-se d\u00edgitos principais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-114 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Nas cartas com a quadr\u00edcula de 10.000 m ,s\u00e3o omitidos os quatro \u00faltimos algarismos (0000); s\u00f3 o algarismo corresponde \u00e0s dezenas de milhares de metros \u00e9 impresso, em tipo saliente chamando-se digito principal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-115 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Estes d\u00edgitos principais s\u00e3o importantes, pois s\u00e3o utilizados para referenciar os pontos da carta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-116 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A primeira linha da quadr\u00edcula, na parte inferior da carta, a partir do canto inferior esquerdo, da carta que pode ver na fig. ,tem o n\u00famero 479.000m E. Isto significa que est\u00e1 479.000 m a Este da falsa origem, ou seja, a 21. 000 m a Oeste do meridiano central do fuso 29.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-117 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Os d\u00edgitos principais 79, identificam esta linha a utilizar para a referencia\u00e7\u00e3o de pontos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem10.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-118 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A primeira linha da quadr\u00edcula, a Norte do canto inferior, tem o n\u00famero 4.361.000 m N, o que significa que est\u00e1 a 4.361.000 metros a norte do Equador. Os d\u00edgitos principais 61, identificam esta linha a utilizar para a referencia\u00e7\u00e3o de pontos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-119 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para ler a dist\u00e2ncia \u00e0 meridiana dum ponto, localiza-se a primeira meridiana da quadr\u00edcula militar UTM (linha vertical) \u00e0 esquerda do ponto, lendo apenas o algarismo mai\u00fasculo (ou algarismos) &#8211; d\u00edgitos&nbsp; principais- respeitantes a essa meridiana, na margem superior ou inferior da carta e ignora-se os restantes algarismos min\u00fasculos. Em seguida avalia-se ou mede-se, em d\u00e9cimas do intervalo da malha da quadr\u00edcula, a dist\u00e2ncia horizontal entre o ponto e a meridiana imediatamente \u00e0 esquerda &nbsp;daquela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-120 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para ler a dist\u00e2ncia \u00e0 perpendicular o procedimento \u00e9 an\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-121 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Deve ter-se sempre presente, que para identificar um ponto, a regra \u00e9 \u2013 Ler para a Direita e para Cima<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-122 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Assim, as coordenadas 7279 identificam um quadrado completo da quadr\u00edcula, podendo contudo n\u00e3o ser suficientes, pois podem estar situados dentro desse quadrado muitos pormenores importantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-123 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para localizar um ponto com maior precis\u00e3o, os lados do quadrado podem ser divididos em dez partes. Verifica-se que o ponto est\u00e1 aproximadamente 7\/10 da dist\u00e2ncia da linha 72 \u00e0 73 e aproximadamente 5\/10 da dist\u00e2ncia da linha 79 \u00e0 80.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-124 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As coordenadas do ponto seriam portanto 727795. neste exemplo estas s\u00e3o as coordenadas do v\u00e9rtice BISMULA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-125 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As coordenadas escrevem-se como um \u00fanico n\u00famero e cont\u00eam sempre um n\u00famero par de algarismos, a primeira metade diz respeito \u00e0 coordenada \u201cESTE\u201d e a segunda metade \u00e0 coordenada \u201cNORTE\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-126 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para localizar ou referir uma posi\u00e7\u00e3o com ainda maior precis\u00e3o, quase sempre as coordenadas de seis algarismos n\u00e3o s\u00e3o suficientemente exactas. Para as obtermos com precis\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio usar-se um esquadro de coordenadas, ou recorrer \u00e0 sua determina\u00e7\u00e3o por interpola\u00e7\u00e3o. No caso que temos vindo a tratar, a indica\u00e7\u00e3o das coordenadas militares UTM do ponto considerado seria:&nbsp;29TPE727795&nbsp;valor calculado at\u00e9 aos hect\u00f3metros, em que as dist\u00e2ncias \u00e0 meridiana e \u00e0 perpendicular da quadr\u00edcula , foram determinados com uma r\u00e9gua e multiplicados pelo denominador da escala da carta.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Quadr\u00edcula Militar Portuguesa&nbsp; (Gauss):<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-127 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A quadr\u00edcula militar Portuguesa , usada nas cartas militares do territ\u00f3rio continental nas escalas 1\/ 25.000 e 1\/ 250.000 obedece \u00e0s seguintes conven\u00e7\u00f5es.<br>Considera-se o territ\u00f3rio do continente situado no quadrante NE dum sistema de eixos, em que a origem \u00e9 a chamada origem Fict\u00edcia , de coordenadas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-128 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">M= -200Km<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-129 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">P= &#8211; 300Km<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/topografia\/Imagem11.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-130 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Relativamente ao ponto Central , situado pr\u00f3ximo da povoa\u00e7\u00e3o de Vila de Rei e do V\u00e9rtice Geod\u00e9sico Melri\u00e7a , ao Norte de Abrantes; os eixos coordenados s\u00e3o respectivamente paralelos o sistema de eixos rectangulares com origem no Ponto Central.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-131 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A partir deste sistema de eixos coordenadas, estabelece-se uma quadr\u00edcula quadrangular em que os lados t\u00eam 100.000 m de extens\u00e3o. O Pa\u00eds fica assim inscrito num rect\u00e2ngulo cujos lados s\u00e3o 600Km segundo a meridiana e 500 segundo a perpendicular.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/topografia\/Imagem12.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-132 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Cada quadrado come\u00e7a a come\u00e7ar na segunda fiada de W para E e de N para S, por uma letra mai\u00fascula segundo a ordem alfab\u00e9tica, suprimindo a letra I e repetindo na primeira fiada superior as letras da \u00faltima&nbsp; fiada com um \u00edndice n\u00ba 1&nbsp; (V1, W1 etc.)<br>Dividamos agora cada quadrado de 100Km de lado por uma quadr\u00edcula de 10 km de lado. Cada v\u00e9rtice SW dum destes quadrados, ficar\u00e1 definido por uma letra (a do quadrado de 100km de lado) e por dois algarismos que s\u00e3o as coordenadas desse ponto em dezenas da quil\u00f3metro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 meridiana e \u00e0 perpendicular que passam pelo v\u00e9rtice SW do quadrado de 100.000 m de lado. O ponto P, da figura ter\u00e1 as seguintes coordenadas&nbsp; S 7.6<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-133 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Se dividirmos os quadrados de 10 km em quadrados de 1 km de lado, como acontece na carta militar de Portugal 1\/25 000, obtemos uma quadr\u00edcula quilom\u00e9trica e os seus v\u00e9rtices s\u00e3o definidos por uma letra e dois grupos de dois algarismos que exprimem as dist\u00e2ncias em Km \u00e0 meridiana e \u00e0 perpendicular que passam pelo v\u00e9rtice SW do Quadrado definido pela letra.<br>Se considerarmos o quadrado da figura de v\u00e9rtice P, e construamos a quadr\u00edcula quilom\u00e9trica, o v\u00e9rtice U da quadr\u00edcula quilom\u00e9trica fica definido por:&nbsp; S 76.65.<br>Se o ponto est\u00e1 situado dentro de um quadrado de quil\u00f3metro, como por exemplo K e admitimos que as dist\u00e2ncias deste ponto \u00e0 meridiana e perpendicular que passam pelo v\u00e9rtice SW ponto U s\u00e3o 0.7km e 0.2 km, as suas coordenadas s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-134 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">S 767. 652<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-135 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Em resumo pode-se dizer :<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-136\" style=\"color:#737373\">A letra indica as coordenadas, dist\u00e2ncias \u00e0 meridiana e \u00e0 perpendicular em centenas de quil\u00f3metro, do v\u00e9rtice SW do quadrado de 100.000m de lado.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-137\" style=\"color:#737373\">O primeiro grupo de algarismos representa a dist\u00e2ncia \u00e0 meridiana, que passa pelo v\u00e9rtice SW do quadrado de 100.000 m de lado, sendo o primeiro algarismo da esquerda em dezenas de quil\u00f3metro, o segundo em quil\u00f3metros, o terceiro em hect\u00f3metros e assim sucessivamente.<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-138\" style=\"color:#737373\">O segundo conjunto de algarismos representa a dist\u00e2ncia \u00e0 perpendicular, que passa pelo mesmo v\u00e9rtice do quadrado de 100.000m de lado, sendo o primeiro algarismo da esquerda em dezenas de quil\u00f3metro o segundo em quil\u00f3metros, o terceiro em hect\u00f3metros e assim sucessivamente.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Redes Geogr\u00e1ficas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-139 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">As redes Geogr\u00e1ficas aparecem em todas as cartas militares e nalgumas s\u00e3o o \u00fanico processo de localizar ou referenciar&nbsp; um ponto. Nas mais recentes e em particular na carta militar 1\/ 25 000 (Continente), encontramos na cercadura dois sistemas de coordenadas geogr\u00e1ficas : um a azul, referido \u00e0 rede geod\u00e9sica europeia unificada \u2013 Datum Europeu, e o outro a preto, referido \u00e0 rede geod\u00e9sica nacional \u2013 Datum de Lisboa. Em ambas a menor gradua\u00e7\u00e3o \u00e9 1\u2019, numeradas de 5 em 5 minutos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/web.archive.org\/web\/20170209221031im_\/http:\/\/www.gd4caminhos.com\/orientacao\/cartografia\/Imagem13.jpg\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-140 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Para determinar as coordenadas geogr\u00e1ficas dum ponto procede-se da seguinte maneira:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-141\" style=\"color:#737373\">tra\u00e7am-se os meridianos e paralelos que enquadram o ponto numa malha de 1\u2019-\u00a0as coordenadas do canto SW ou SE da malha (conforme o ponto se situa a Leste ou Oeste do meridiano de Lisboa), s\u00e3o por defeito e aproximadas ao minuto, as coordenadas do ponto; (trabalhando com o Datum Europeu, \u00e9 sempre o canto SE do Quadr\u00e2ngulo de 1\u2019 que se utiliza, pois todo o continente Portugu\u00eas fica a Oeste do respectivo meridiano de refer\u00eancia, que passa por Greenwich).-\u00a0Se quisermos as coordenadas at\u00e9 ao segundo, recorremos a uma interpola\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Azimutes e Rumos<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-142 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Em topografia trabalha-se em geral com direc\u00e7\u00f5es azimutais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-143 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Define-se&nbsp; direc\u00e7\u00e3o azimutal entre dois pontos A e B, como a direc\u00e7\u00e3o definida sobre o plano do horizonte, pelo tra\u00e7o do plano vertical que passa por esses dois pontos.<br>Para que as direc\u00e7\u00f5es azimutais estejam orientadas \u00e9 necess\u00e1rio tomar uma direc\u00e7\u00e3o fixa por refer\u00eancia. Essa direc\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia \u00e9 geralmente a linha Norte \u2013 Sul. Ao \u00e2ngulo entre duas direc\u00e7\u00f5es azimutais chama-se&nbsp; \u00e2ngulo azimutal. Se uma das direc\u00e7\u00f5es \u00e9 a de refer\u00eancia, a esse \u00e2ngulo chama-se Azimute.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-144 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Distinguem-se tr\u00eas direc\u00e7\u00f5es N- S:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-145\" style=\"color:#737373\">N-S\u00a0 Geogr\u00e1fica<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-146\" style=\"color:#737373\">N-S\u00a0 Cartogr\u00e1fica<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-147\" style=\"color:#737373\">N-S\u00a0 Magn\u00e9tica<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-148 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Conforme a direc\u00e7\u00e3o N-S que se considera, assim o Azimute toma o nome de Azimute Geogr\u00e1fico (ou verdadeiro), Azimute cartogr\u00e1fico (Rumo) e Azimute Magn\u00e9tico<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-149 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">O Rumo \u00e9 aquele que tem mais interesse em cartografia, uma vez que as meridianas desenhadas nas cartas t\u00eam a direc\u00e7\u00e3o do Norte Cartogr\u00e1fico e os \u00e2ngulos medidos no campo s\u00e3o reduzidos a &nbsp;Rumos, isto \u00e9, s\u00e3o avaliados em rela\u00e7\u00e3o ao Norte Cartogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-150 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Sendo assim ,pode entender-se por Rumo Plano ou cartogr\u00e1fico duma Direc\u00e7\u00e3o AB, ao \u00e2ngulo azimutal que essa direc\u00e7\u00e3o faz com a linha N-S cartogr\u00e1fica, contando a partir do Norte, no sentido do movimento dos ponteiros do rel\u00f3gio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-151 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">\u00c0 direc\u00e7\u00e3o BA chama-se direc\u00e7\u00e3o inversa da direc\u00e7\u00e3o AB e o seu rumo \u00e9 igual ao rumo da direc\u00e7\u00e3o AB mais ou menos 180\u00ba<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Cartas<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-152 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Uma carta \u00e9 uma representa\u00e7\u00e3o plana da superf\u00edcie da terra ou de parte dela, desenhada em determinada escala, ou seja numa rela\u00e7\u00e3o constante entre as dimens\u00f5es das formas representadas na carta e as suas hom\u00f3logas no terreno.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-153 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Os pormenores naturais e artificiais do terreno s\u00e3o representados por desenhos em escala ou por sinais convencionais (conven\u00e7\u00e3o de desenho) , quando esses pormenores n\u00e3o t\u00eam dimens\u00f5es que sejam represent\u00e1veis devido \u00e0 escala escolhida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-154 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Cada carta pode ou n\u00e3o ser constitu\u00edda por diversas folhas, ou seja por compartimenta\u00e7\u00e3o da \u00e1rea a representar, por folhas cujas dimens\u00f5es sejam manuse\u00e1veis, isto \u00e9 , folhas cuja \u00e1rea permita ao utente da carta consulta-la na m\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-155 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A carta de militar de Portugal na escala de 1\/ 25.000 \u00e9 composta de 640 folhas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-156 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Ap\u00f3s a florescente carreira de cartografia portuguesa da renascen\u00e7a, a perda da independ\u00eancia (1580) e a consequente fuga de t\u00e9cnicos para a Holanda , Fran\u00e7a, etc., fizeram com que o saber e a arte se desvanecessem, se passassem para outros pa\u00edses sem nenhum benef\u00edcio para Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-157 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">A primeira carta completa de Portugal, que se d\u00e1 noticia, \u00e9 de um cart\u00f3grafo chamado \u00c1lvaro Seco, que no ano de 1580 desenhou um mapa, em&nbsp; quatro folhas, do continente Portugu\u00eas; reinava ent\u00e3o o cardeal D. Henrique.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-158 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Cerca de 150 anos depois (1729) D. Jo\u00e3o V por alvar\u00e1 de 18 de Novembro, \u201cmandou esclarecer a geografia dos seus dom\u00ednios e fazer-lhes as cartas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-159 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Mas a cartografia como actualmente se entende, s\u00f3 come\u00e7ou&nbsp; a funcionar quando da cria\u00e7\u00e3o do \u201c Real Arquivo Militar\u201d por decreto de 4 de Dezembro de 1802, ainda de D. Maria I; os trabalhos voltam a ser interrompidos de 1807 a 1810 devido \u00e0s invas\u00f5es Francesas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-160 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Somente em 1843 se come\u00e7ou com rendimento a trabalhar em cartografia, por ter sido nomeado o Brigadeiro Filipe Folque para a direc\u00e7\u00e3o dos trabalhos Geod\u00e9sicos, o qual em 1853, iniciou a Carta Geral do reino na escala 1\/100.000, carta esta que foi completada em 1891, j\u00e1 depois da sua morte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-161 wp-block-paragraph\" style=\"color:#737373\">Actualmente s\u00e3o tr\u00eas os departamentos que essencialmente t\u00eam por miss\u00e3o executar cartografia:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-162\" style=\"color:#737373\">Instituto Geogr\u00e1fico Portugu\u00eas \u2013 Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-163\" style=\"color:#737373\">Instituto Geogr\u00e1fico do Exercito \u2013 Ex\u00e9rcito<\/li>\n\n\n\n<li class=\"has-text-color has-link-color has-medium-font-size wp-elements-164\" style=\"color:#737373\">Instituto Hidrogr\u00e1fico &#8211; Marinha<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este trabalho, \u00e9 um resumo de um manual, e pretende disponibilizar informa\u00e7\u00e3o para os visitantes que procuram conhecimentos num \u00e2mbito mais abrangente, e fora do contexto Desportivo. 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